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Brasília em cordel

Submitted by on Segunda-feira, 26 Abril 2010No Comment

Com as aplicações do Promob Arch, o profissional faz a documentação técnica e a renderização, gerando projetos com imagens quase reais, com um único programa. O software ainda possibilita a criação de animações que simulam um passeio virtual pelo ambiente projetado

“Brasília tem todo um processo histórico, mitológico, onírico”. É o que o autor do livro Brasília 5.0 – antologia de cordel, Gustavo Dourado, destaca sobre o cinquentenário da capital federal, celebrado em cordéis de sua autoria, que contam a história de artistas, pensadores e jornalistas apaixonados pela cidade. Defini-la a partir das experiências de gente profundamente envolvida com Brasília custou a Dourado dias de muito trabalho. “Fiquei escrevendo de manhã, de tarde e à noite durante três meses. Passava pra cada um, que dizia, ‘tira isso, inclui isso’. Tem caráter biográfico e de pesquisa”, explica o escritor sobre a composição dos textos.

O livro será lançado hoje, a partir das 19h, no auditório da Biblioteca Nacional de Brasília (ao lado da Rodoviária). Cinquenta nomes da cultura local, entre eles Vladimir Carvalho, Reynaldo Jardim e Paulo Tovar, sintetizam o legado imaterial da ainda jovem capital brasileira.

Baiano de Ibititá, região da Chapada Diamantina, o escritor de 49 anos soma 13 livros publicados, considerando Brasília 5.0, e disponibiliza toda a sua produção literária para download gratuito na internet, em www.gustavodourado.com.br. Além dos volumes, mais de mil cordéis estão disponíveis para leitura.

Gustavo Dourado foi alfabetizado aos 3 anos, por meio de cordéis e da Bíblia. Ele se recorda com carinho do primeiro cordel lido, Juvenal e o dragão, de Leandro Gomes de Barros. Ainda criança, antes de completar 15 anos e se mudar para Brasília, ele também escrevia cartas para pessoas analfabetas. “Aquilo que é visto em Central do Brasil aconteceu comigo”, destaca. Na escrita dos textos do novo livro, procurou mesclar poesia popular e erudita. “Considero esse cordel, apesar da influência nordestina, um cordel brasiliense. Pego coisas de Goiás, Minas, da Tropicália, dos modernistas, dos concretistas”, comenta.

Em vez de celebrar a arquitetura, tema recorrente nas homenagens, o cordelista usou arte popular para resumir um pouco da sua experiência com a cidade e biografar figuras importantes que participaram da edificação cultural de Brasília. Estudante da UnB nos anos 1970, Dourado diz que ajudou a criar o Centro Acadêmico do curso de Letras e participou da acolhida às bandas de rock no início dos anos 1980.

Via CorreioBraziliense

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