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Escritório dinamarquês vence concurso de projetos para Tribunal Penal Internacional na Holanda

Enviado por em Segunda-feira, 8 Março 2010No Comment

Com as aplicações do Promob Arch, o profissional faz a documentação técnica e a renderização, gerando projetos com imagens quase reais, com um único programa. O software ainda possibilita a criação de animações que simulam um passeio virtual pelo ambiente projetado

Inspirado em valores democráticos, Schmidt Hammer Lassen Architects cria empreendimento formado por seis edifícios, sendo o principal revestido por plantas diversas

O escritório dinamarquês Schmidt Hammer Lassen Architects venceu o concurso fechado para o projeto do Tribunal Penal Internacional (ICC, sigla em inglês para International Criminal Court) localizado em Haia, na Holanda. Os arquitetos concorriam com escritórios como Mecanoo Architecten, David Chipperfield, OMA/Search, Ingenhoven, Wiel Arets, e Kengo Kuma & Associates.

Para o júri do concurso, o projeto oferece “uma grande contribuição para a cidade devido à sua integração atrativa na paisagem”. Localizado próximo ao Mar do Norte, entre a natureza e a cidade, o empreendimento de 46 mil m² é formado por seis edifícios de tamanhos irregulares. “A expressão arquitetônica do tribunal transforma-se em uma escultura abstrata e informal – um contexto perfeito para comunicar os valores do ICC”, explicam os arquitetos do escritório.

De acordo com eles, “o edifício deveria ter a coragem de ser um embaixador para a credibilidade do ICC. O projeto e sua arquitetura deveriam ser impressionantes e desproporcionados, mas sempre se relacionando aos seres humanos e à escala humana”, explicam os arquitetos da Dinamarca.

Valores como a democracia, a transparência e a abertura para todos os povos podem ser vistos, segundo os arquitetos, na arquitetura simples do tribunal. O mais alto e complexo volume é a torre do tribunal que foi criado como um elemento verde. A ideia arquitetônica é continuar os jardins cultivados no nível do chão como um revestimento do edifício. “Historicamente, os jardins existiram sempre como parte de todas as culturas e de todas as religiões. Com flores e plantas de cada um dos 110 países membros, o jardim levanta-se como um símbolo da unidade, não obstante a nacionalidade e a cultura”, acreditam os autores do projeto.

Os outros cinco edifícios restantes são revestidos com uma grade de tapeçaria, quase como um bordado. Essa grade é colocada com ângulo e entalhes diversos, permitindo que a luz reflita de maneiras diferentes na fachada. O projeto para o Tribunal Penal Internacional é orçado em 190 milhões de euros.

Outras imagens:

Via PINIweb

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